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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Hoje pela manhã, quando estava no metrô indo para o meu trabalho, lembrei dos últimos dias em que passei na Delegacia de Friburgo. Não sabia se sairia dali tão cedo, mas por sorte ou acaso, não sei, sai. Os internos falavam que eu sairia, pois os carcereiros morriam de medo de um resgate, afinal eles sabiam que eu era do Rio. Que besteira pensei. Eu resgatado! Um leve sorriso...
Comecei a fazer comparações entre aquele vagão apertado e a cela, eram bem parecidos em relação a espaço e quantidade de gente, só que na cela ainda tinha banheiro, o que talvez fosse uma vantagem, pensando pelo lado que eu estava apertadíssimo. Na cela você tem que fazer algumas escolhas difíceis, por exemplo, se quiser ir ao banheiro depois do toque de recolher tem que abrir mão do seu lugar de dormir. Eram mais ou menos trinta pessoas por cela em um espaço de três por três, todos para dormirem deitados. Ficavam em uma posição que demos o nome de valete, demos é só um modo de dizer, por que quando eu cheguei esse nome já existia. Acontecia assim, você tinha que deitar no chão, totalmente reto com uma lateral do corpo no chão e não podia se mexer, sempre um com a cabeça para cima e o outro para baixo. Se desse sorte, no dia seguinte, você poderia dormir do outro lado. Em parte até que era bom porque em Friburgo é muito frio, mas desse jeito dava até para dormir só de lençol. Mas quando eu penso nas delegacias do Rio que sofrem o mesmo massacre fico preocupado.

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